I BOLSA MULHERES QUE CORREM UNO ENTRE CIENMIL

SOBRE O PROJETO

A I Bolsa de Estudos Mulheres Que Correm Unoentrecienmil, dotada com 63.000€, já é uma realidade, graças ao fabuloso empenho e apoio social que tem vindo a receber este projeto. Um grupo de investigadores espanhóis, liderados por Alejandro Lucía, prêmio Nacional de Investigação de Medicina dos Desportos 2016, estudará durante os próximos dois anos os benefícios da prática de exercício físico para a recuperação durante um processo oncológico infantil.

“Queremos realizar o melhor estudo integrador sobre cancro infantil, demonstrando que a atividade física melhora o sistema imunitário”, refere Alejandro Lucía, investigador sénior da Universidade Europeia de Madrid, ao explicar o projeto de investigação.

Todos os anos são diagnosticados em Espanha mais de 1.400 novos casos de cancro infantil; as estatísticas revelam que 20% dos diagnosticados não o superame este estudo, que será levado a cabo no Hospital Universitário Niño Jesús, virá demonstrar como a atividade física pode ajudar a curar melhor o cancro pediátrico. Isto acrescentaria ainda mais força à necessidade de integrar o exercício físico como terapia coadjuvante no tratamento integral do cancro infantil.

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“Obtivemos resultados preliminares que vêm sugerir que o exercício realizado por crianças com cancro, incluindo durante as fases mais agressivas do tratamento ou durante o próprio processo de transplante de precursores hematopoiéticos, poderá ser benéfico para o seu sistema imunitário. Não há dúvida que este facto merece um estudo mais profundo, visto que o sistema imunitário representa o nosso primeiro sistema de vigilância e defesa contra tumores.

Assim, neste projeto propomo-nos estudar em profundidade como um programa de treino (incluindo exercícios de força e aeróbicos) incide sobre a progressão do tumor (marcadores biológicos) e a resposta imunitária ao mesmo. Queremos saber seo exercício físico, como parece ser o caso em alguns tumores adultos, ajuda não só a suportar melhor o deterioro funcional associado ao cancro infantil, o que já por si é algo de grande importância, mas também que ajude, ainda que só em parte, a curar esta terrível doença”, explica de Lucia, a quem acompanham no projeto os investigadores Carmen Fiuza – Lucese Manuel Ramírez Orellana.

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